
A pneumonia adquirida na comunidade é uma das principais causas de atendimento no pronto-socorro e internação hospitalar, especialmente em idosos.
Mas o maior erro na prática não é diagnosticar.
É subestimar a gravidade.
👉 Quem pode tratar em casa?
👉 Quem precisa internar?
👉 Quem deve ir direto para UTI?
Para isso, o CURB-65 continua sendo uma das ferramentas mais simples e validadas de estratificação de risco.
🔍 O que é o CURB-65?
Cada critério vale 1 ponto:
C – Confusão mental
U – Ureia > 50 mg/dL
R – FR ≥ 30 irpm
B – PA sistólica < 90 ou diastólica ≤ 60 mmHg
65 – Idade ≥ 65 anos
📊 Como interpretar
0–1 ponto → baixo risco → tratamento ambulatorial
2 pontos → risco intermediário → considerar internação
≥ 3 pontos → alto risco → hospitalização/avaliar UTI
Mortalidade pode ultrapassar 15–20% nos escores mais altos.

🚨 Sinais de alerta que exigem atenção imediata
Mesmo com escore baixo, considerar internação se houver:
- dessaturação
- comorbidades importantes
- incapacidade de ingerir medicação
- suporte social inadequado
- suspeita de sepse
💡 Dica prática:
Taquipneia e confusão mental costumam ser os primeiros marcadores de gravidade.
🩺 Conduta inicial no plantão
- oximetria + sinais vitais
- hemograma, PCR, função renal
- Rx de tórax
- calcular CURB-65
- iniciar antibiótico precoce se suspeita clínica moderada/alta
- reavaliar em 24–48h
🎯 Mensagem-chave
Na pneumonia, não é só tratar a infecção — é reconhecer quem pode piorar.
O CURB-65 ajuda a não errar essa decisão.
📚 Referências
Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia – Diretrizes de Pneumonia Adquirida na Comunidade
https://sbpt.org.br/portal/diretrizes-pneumonia-adquirida-na-comunidade/
Metlay JP et al. IDSA/ATS Guidelines for Community-Acquired Pneumonia in Adults. Clinical Infectious Diseases.
