
Demência não é diagnóstico final.
É uma síndrome.
O desafio clínico é identificar a etiologia.
A incidência aumenta significativamente com a idade, mas não é consequência inevitável do envelhecimento.
🔎 O que define síndrome demencial?
Declínio cognitivo progressivo que interfere na funcionalidade.
Compromete pelo menos um domínio além da memória:
• atenção completa
• função executiva
• aprendizagem e memória
• linguagem e cognição social
📘 Classificação segundo o DSM-5
O DSM-5 substituiu o termo “demência” por:
✔ Transtorno Neurocognitivo Maior
✔ Transtorno Neurocognitivo Leve
Após definir o diagnóstico sindrômico, deve-se especificar a etiologia.
🔵 Doença de Alzheimer
📌 Mais comum
📌 Início insidioso
📌 Predomínio de déficit de memória episódica
Progressão lenta e contínua.
🟣 Demência Vascular
📌 História de AVC ou fatores de risco cardiovascular
📌 Evolução em “degraus”
📌 Déficits focais associados
Imagem com lesões isquêmicas.
🟡 Demência com Corpos de Lewy
📌 Flutuação cognitiva
📌 Alucinações visuais precoces
📌 Parkinsonismo
Alta sensibilidade a antipsicóticos.
🔴 Demência Frontotemporal
📌 Alteração comportamental precoce
📌 Desinibição ou apatia
📌 Linguagem comprometida antes da memória
Mais comum em pacientes mais jovens.
🧪 Abordagem diagnóstica
• História clínica detalhada
• Avaliação funcional
• Testes cognitivos (MEEM, MoCA)
• Exames laboratoriais (B12, TSH, etc.)
• Neuroimagem estrutural
Sempre excluir causas potencialmente reversíveis.
🎯 Mensagem-chave
Síndrome demencial é ponto de partida.
O diagnóstico etiológico define prognóstico e conduta.
Reconhecer precocemente muda prognóstico, planejamento e qualidade de vida.
📚 Referência
• American Academy of Neurology (AAN). Practice Guideline for the Diagnosis of Dementia.
