Professores fazem carreata em Manaus contra retorno das aulas presenciais em escolas públicas

A concentração da carreata teve início às 8h desta sexta-feira (4) na Avenida do Samba, ao lado do Sambódromo, bairro Dom Pedro.

Ao todo, 25 carros, além de um carro de som, saíram da concentração com destino à sede do Governo do Amazonas, no bairro da Compensa. Os manifestantes também devem seguir para a Assembleia Legislativa do Estado (Aleam).

Durante o percurso da carreata, a categoria também passou pela sede do Ministério Público do Amazonas, na Ponta Negra.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (SINTEAM), Ana Cristina, o ato quer chamar atenção para os riscos causados pela pandemia no retorno das aulas.

“O principal objetivo é chamar atenção do governador do Estado que não nos atende e, no ano de 2020, não atendeu nenhuma de nossas reivindicações e nenhum dos nossos ofícios onde pedimos audiência com ele para tratar das questões da categoria”, disse.

De acordo com o Sinteam, os profissionais estão vulneráveis ao contágio da Covid-19 com as aulas. Até o dia 28 de agosto, mais de 600 profissionais haviam testado positivo para a doença.

Ocupação
Na entre quarta e quinta-feira, o mesmo grupo ocupou a sede Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc-AM) em busca da suspensão das aulas.

Em um vídeo enviado pela presidente do Sindicato, de dentro da sede da Secuc-AM, a categoria diz que já protocolou quatro ofícios em que pediram uma audiência com o secretário da Seduc-AM, mas não tiveram resposta. Com isso, decidiram ocupar a sede da secretaria.

Após quase 30 horas, a Secretaria marcou para o dia 9 de setembro uma reunião com representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Amazonas.

De acordo com a Seduc, esse será o quarto encontro que a secretaria terá com a entidade ao longo do último mês e meio. O ofício informando a hora e o local da reunião será encaminhado pela pasta, via e-mail.

Covid-19 entre professores
Na terça-feira (1º), o Governo informou que, em dez dias de testagem em massa, 2.051 testes foram feitos e 619 profissionais de educação testaram positivo para a Covid-19. Todos os 619 profissionais que testaram positivo foram afastados das escolas para período de isolamento de 14 dias.

Outros 476 profissionais de saúde testados estavam fora do período de transmissão e 153 com infecção recente. O número de testes negativos foi de 1.561, conforme o governo.

O governo anunciou os testes após o retorno das aulas presenciais na rede estadual, que ocorrem desde o dia 10 de agosto de forma híbrida e com apenas 50% da capacidade de alunos nas salas.

Retorno das aulas presenciais no Amazonas
Na capital do estado, as aulas para alunos do Ensino Médio tiveram início no dia 10 de agosto. Contra o retorno, um grupo de professores promove uma série de protestos em razão da pandemia.

No primeiro dia do retorno das aulas, uma professora testou positivo para a Covid-19 e as atividades na escola onde ela ministrou aula durante o dia tiveram que ser suspensas para desinfecção.

Conforme o Governo, a retomada das aulas do Ensino Fundamental, prevista para iniciarem na última segunda-feira (21), foi suspensa. Não há previsão para retorno das aulas no interior nem na rede municipal de ensino.

A entrega de máscaras para os estudantes também gerou polêmica. O equipamento de proteção entregue pelo governo era grande demais para os alunos e, ao invés de cobrir boca e nariz, cobria todo o rosto. A Seduc admitiu o erro e informou que novas máscaras seriam distribuídas.

Fonte – g1.globo.com

Foto – Divulgação

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