Mais de 10 casos de doença transmitida por fungo que afeta animais e humanos estão sob investigação em Manaus

Mais de dez casos suspeitos de “esporotricose animal” – doença transmitida por fungo e que afeta tanto pessoas quanto animais, especialmente os gatos – são investigados pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) em Manaus. Até domingo (13), quatro casos da doença foram confirmados em bairros da Zona Oeste de Manaus.

De acordo com a médica veterinária Patrícia de Paula Roberto, diretora do Centro de Controle de Zoonoses de Manaus, 20 casos suspeitos foram registrados. Desse total, quatro foram confirmados para a doença, e outros 16 seguem em análise.

“Foi feito exame em animais com lesões, em 20 animais. Entre eles, já saiu esses quatro confirmados. A gente está atuando na área do bairro da Glória. Nos bairros adjacentes já começaram a aparecer algumas suspeitas e vamos atuar no decorrer da semana”, disse a médica veterinária.

Equipes do CCZ devem visitar, nesta segunda-feira (14), três casas no bairro São Jorge e uma no bairro Novo Aleixo, onde há relatos de animais com suspeitas de infecção pela “esporotricose animal”.

Segundo o Departamento de Vigilância Ambiental e Epidemiológica (Devae) da Semsa, estes são os primeiro registro de esporotricose em Manaus. No período entre 2010 e 2020, foram registrados surtos de esporotricose em animais em outros estados do Brasil, como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco e Santa Catarina.

Sintomas

De acordo com a diretora do CCZ, nos gatos aparecem feridas profundas, geralmente no focinho e nos membros, que não cicatrizam, podendo progredir para o resto do corpo. Os sinais clínicos que podem ser observados incluem perda de peso, apatia e secreção nasal.

Nas pessoas, a doença acomete a pele e a parte profunda da pele, causando lesão única ou múltiplas, iniciando pelo local onde o fungo penetrou. Essas lesões iniciam com caroço, que pode se romper, formando uma ferida de difícil cicatrização.

Segundo Patrícia, a principal característica da doença é o aparecimento de feridas arredondadas, nas patas e na cabeça, que não se cicatrizam e ainda podem se espalhar para o resto do corpo. “Normalmente se inicia com um caroço, que estoura e vira uma ferida.”

Em pessoas, no local onde o fungo penetrou também surge uma ferida, que pode crescer e ser de difícil cicatrização.

Como prevenir a esporotricose?

A melhor maneira de prevenir a doença, segundo a médica veterinária, é evitar que o animal tenha contato com outro infectado. “Assim como com a Covid a melhor maneira é o isolamento, nesses casos também. É importante isolar o gato em casa para que ele não saia e, eventualmente, brigue e acabe se contaminando”, disse.

Segundo a médica veterinária, muitas vezes, o mais aconselhável é providenciar a castração dos machos para que ele fique em casa, pois eles brigam muito na rua.

Até os tutores de cães devem evitar passeios nesse momento, especialmente no bairro da Glória, onde o primeiro caso foi detectado, pelo menos enquanto a doença ainda não estiver controlada na cidade.

Fonte: G1 Amazonas

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