🔎 Rastreamento do câncer do colo do útero

O rastreamento do câncer do colo uterino é um tema clássico de Ginecologia e Obstetrícia e pode ser cobrado desde a indicação do rastreamento até a interpretação da citologia, HPV, colposcopia e histopatologia.

⚠️ ATENÇÃO: em 2025, o Brasil atualizou suas diretrizes e passou a adotar progressivamente o teste molecular para DNA-HPV oncogênico como método primário de rastreamento. Portanto, questões atuais podem cobrar tanto o modelo tradicional baseado na citologia quanto o novo modelo baseado no HPV. 

1. 🎯 QUEM DEVE SER RASTREADO?

Decore:

25–64 anos + colo uterino + atividade sexual

Essa é a população de risco padrão definida para o rastreamento. 

❌ Não confunda:

Paciente sintomática ≠ rastreamento

Se uma paciente apresenta:

  • sangramento pós-coito;
  • sangramento vaginal anormal;
  • sangramento após a menopausa;
  • corrimento sanguinolento;
  • lesão cervical suspeita;

➡️ não devemos simplesmente solicitar “preventivo”.

É necessário investigar a suspeita clínica.

2. 🧬 QUAL É O EXAME ATUALMENTE?

NOVA DIRETRIZ

DNA-HPV oncogênico = teste primário

O Ministério da Saúde aprovou, em 2025, a utilização do teste molecular como método primário, com implementação progressiva no país. 

Para prova:

DNA-HPV negativo

➡️ novo rastreamento em 5 anos

3. 🔬 MAS O PAPANICOLAU ACABOU?

NÃO!

Essa é uma pegadinha importante.

O Papanicolau continua sendo utilizado, especialmente nos locais onde o teste molecular ainda não está disponível.

No modelo citológico tradicional:

25–64 anos

⬇️

Papanicolau

⬇️

2 exames anuais normais

⬇️

Depois → a cada 3 anos

4. 🧠 O QUE VOCÊ PRECISA DECORAR DO DNA-HPV?

Pense assim:

🟢 HPV NEGATIVO

➡️ 5 anos

🔴 HPV 16 ou 18 POSITIVO

➡️ COLPOSCOPIA

Não precisa esperar uma alteração citológica para encaminhar.

🟡 HPV oncogênico diferente de 16/18

➡️ CITOLOGIA REFLEXA

A partir daí:

Citologia alterada

➡️ Colposcopia

Citologia negativa

➡️ Repetir DNA-HPV em 12 meses

A lógica é identificar quem apresenta maior risco de lesão significativa. 

5. 🔄 A PEGADINHA DA PERSISTÊNCIA

Essa sequência merece ser decorada:

HPV oncogênico não 16/18

⬇️

Citologia negativa

⬇️

Repetir DNA-HPV em 12 meses

Se continuar positivo:

➡️ avaliar a persistência e a citologia.

Persistência ≥24 meses

➡️ COLPOSCOPIA

6. 🔬 E A CITOLOGIA? CONHEÇA AS SIGLAS!

Essa parte é extremamente importante para provas.

SiglaSignificado
ASC-USCélulas escamosas atípicas de significado indeterminado
ASC-HAtipias escamosas, não podendo excluir HSIL
LSILLesão intraepitelial escamosa de baixo grau
HSILLesão intraepitelial escamosa de alto grau
AGCCélulas glandulares atípicas
AISAdenocarcinoma in situ

🧠 Macete:

LSIL = baixo grau

HSIL = alto grau

E:

ASC-H = “não posso excluir alto grau”

➡️ portanto, merece atenção especial.

7. 🔎 CITOLOGIA → COLPOSCOPIA → BIÓPSIA

A sequência que você precisa visualizar na prova é:

PAPANICOLAU ALTERADO

⬇️

COLPOSCOPIA

⬇️

BIÓPSIA, quando indicada

⬇️

HISTOPATOLOGIA

⬇️

NIC 1 / NIC 2 / NIC 3 / AIS / carcinoma invasor

⚠️ Pegadinha:

Citologia NÃO é diagnóstico histológico.

O diagnóstico definitivo de uma lesão depende da avaliação histopatológica quando indicada.

8. 🧫 NIC 1, NIC 2 E NIC 3

🟢 NIC 1

Lesão de baixo grau.

➡️ Alta possibilidade de regressão espontânea.

🟡 NIC 2

Lesão de alto grau.

➡️ Avaliar individualmente conforme idade, contexto clínico, zona de transformação, desejo reprodutivo e possibilidade de seguimento.

🔴 NIC 3

Lesão de alto grau.

➡️ Geralmente requer tratamento.

AIS

Adenocarcinoma in situ

➡️ Lesão glandular pré-invasiva.

9. 🚨 DIFERENCIE RASTREAMENTO DE DIAGNÓSTICO

Essa é uma questão clássica.

RASTREAMENTO

Paciente:

✅ assintomática
✅ faixa etária indicada
✅ sem suspeita clínica

Objetivo:

➡️ encontrar pessoas com maior risco.

DIAGNÓSTICO

Paciente:

⚠️ sintomas
⚠️ lesão cervical suspeita
⚠️ sangramento anormal
⚠️ achado clínico suspeito

Objetivo:

➡️ investigar uma doença já suspeita.

10. 💉 E A VACINA?

Outra pegadinha:

VACINA CONTRA HPV ≠ dispensa rastreamento

A vacinação reduz o risco de infecção por determinados tipos de HPV, mas não substitui o rastreamento.

O rastreamento continua indicado conforme as recomendações vigentes. 

🧠 RESUMO DE 30 SEGUNDOS

DECORA ISSO ANTES DA PROVA:

25–64 anos

⬇️

🧬 DNA-HPV

NEGATIVO
🟢 → 5 anos

HPV 16/18
🔴 → COLPOSCOPIA

HPV outros oncogênicos
🟡 → CITOLOGIA REFLEXA

Citologia alterada
➡️ COLPOSCOPIA

Citologia negativa
➡️ DNA-HPV em 12 meses

Persistência ≥24 meses
➡️ COLPOSCOPIA

🎯 PEGADINHAS QUE VALEM A PENA DECORAR

1. Rastreamento ≠ investigação de paciente sintomática.

2. Atualmente, o DNA-HPV oncogênico é o método primário recomendado no novo modelo brasileiro. 

3. HPV 16/18 positivo → colposcopia.

4. HPV oncogênico não 16/18 → citologia reflexa.

5. DNA-HPV negativo → 5 anos.

6. Vacinação contra HPV não elimina a necessidade de rastreamento.

7. Citologia é triagem; histopatologia confirma a lesão quando há indicação de biópsia.

📚 REFERÊNCIA

Brasil. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer. Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero: Parte I — Rastreamento organizado utilizando testes moleculares para detecção de DNA-HPV oncogênico. 2025.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *