
Diarreia é definida como aumento do número de evacuações e/ou redução da consistência das fezes.
Pode ser:
• Aguda (< 14 dias)
• Persistente (14–30 dias)
• Crônica (> 30 dias)
A maioria dos casos agudos é infecciosa e autolimitada.
O maior risco não é a infecção.
É a desidratação.
🔎 Quadro clÃnico
Pode cursar com:
• Fezes lÃquidas ou pastosas
• Náuseas e vômitos
• Dor abdominal tipo cólica
• Febre
• Tenesmo (quando invasiva)
âš Sinais de gravidade:
• Letargia
• Hipotensão
• Taquicardia
• Oligúria
• Sede intensa
• Extremidades frias
📊 Avaliação principal: grau de desidratação

🟢 Sem desidratação
Estado geral preservado
Mucosas úmidas
Diurese normal
🟡 Desidratação leve a moderada
Irritabilidade ou cansaço
Olhos fundos
Sede aumentada
Diminuição da diurese
🔴 Desidratação grave
Letargia
Pulso fraco
Hipotensão
Enchimento capilar lento
Anúria
💊 Estágios de tratamento
🟢 Plano A – Sem desidratação
✔ Hidratação oral
✔ Manter alimentação
✔ Soro de reidratação oral (SRO)
✔ Orientação domiciliar
🟡 Plano B – Desidratação leve/moderada
✔ SRO supervisionado
✔ 50–100 ml/kg em 4 horas
✔ Reavaliar após reidratação
🔴 Plano C – Desidratação grave
✔ Acesso venoso imediato
✔ SF 0,9% ou Ringer Lactato
✔ Expansão rápida
✔ Monitorização
🚫 Quando investigar mais?
• Sangue nas fezes
• Febre alta persistente
• Diarreia > 7 dias
• Idosos e imunossuprimidos
• Suspeita de sepse
Coprocultura e exames laboratoriais são reservados para casos selecionados.
🎯 Mensagem-chave
Na diarreia aguda, o tratamento não começa com antibiótico.
Começa com avaliação do grau de desidratação.
Hidratar corretamente salva mais vidas do que prescrever.
📚 Referências
• Ministério da Saúde – Manejo da Diarreia
